quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Nocautes

Sabe a Ronda?
Mas não aquela Ronda. Dos áureos tempos.
To falando da atual.
A do último UFC do ano?!?! Sabe?!?
Então.
To fazendo cosplay de Ronda.
Nao tenho me enfiado em briga e arte marcial não faz meu gênero.
Acontece que tenho um filho de oito anos.
Menino.
DNA estabanado.
E a realidade se tornou outra.
Sabe aquela corridinha que seu bebê dava em sua direção e te fazia o ser mais feliz e completo de todos os mundos?!?!
Vixi... ficou ali, de lado, junto com as unhas do meu dedinho do pé.
A tal corridinha continua terminando num abraço. Mas entre a corridinha e o abraço temos aí posso, uma trombada, um soco acidental nos peitos é uma cabeçada no queixo.
Puxões de cabelo acidentais. Fato.
Peça de lego no olho. Quase sempre.
Chute na boca durante as brincadeiras no sofá? Opa!
E se for dia de cama compartilhada então.... não consigo nem explicar os golpes.
Tudo fruto do mais puro amor e carinho.
Mas a regra é clara, Arnaldo.
Pediu desculpa, viu como estão os feridos, tudo começa de novo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

ÓeuAquiTraveis!

Longe de mim fazer promessas vazias.
Nem vou arriscar falar que vou alimentar esse canto aqui com novidades todos os dias.
Mas também já aviso que não vou largar o osso.
Acho tão lindo isso aqui assim, vintage.
Do jeito que era laaaaaaa no começo.
Mesmo layout, mesmo isaac correndo piquitico.
Mesmo eu ainda achando a maternidade uma montanha-russa.
Só que tão diferente e menos apavorante.
(Mentira! Ainda fico maluca de medo com algumas coisas mas o bom humor me protege)
Mesma culpa materna.
Agora com eco e em diversas formas, tamanhos e cores.
A mesma loucura, as mesmaas duvidas e outras novas, os mesmos ataques de choro ou do riso.
É um ano novinho cheio de paginas em branco.
Fiquei longe daqui quase que um ano inteiro.
E tanto aconteceu nesse período.
Hoje retomo.
Amanhã não sei.
Feliz 2017 pra nós!

Ps.: Isaac está com oito anos, bem mais que um metro, franja caindo no olho e uma personalidade que delicia e assusta ao mesmo tempo.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

cabelos

eu.
logo eu que tenho um vício maluco em cortar o cabelo.
logo eu que num belo dia adolescente troquei as madeixas pela cintura por um curtinho cortado à máquina.
logo eu que nunca, nunquinha, fui adepta do "só dois dedinhos".
logo eu que só vivo de shampoo e condicionador, sem pente, sem hidratação, sem escova, sem secador.
sim, eu.
pari criatura que não só está com cabelo quase maior que o meu como também tá numa neura de que "se o barbeiro cortar demais eu nunca mais piso lá".
sério.
isaac resolveu, aos sete, deixar o cabelo crescer e eu vi nisso uma oportunidade bacana de:

a) puxa, cada um tem um gosto e preferência para a própria aparência.
b) bora ensinar sobre paciência e higiene
c) cabelo ensina a ser responsável? tô dentro.

então que desde o final do ano passado isaac vinha nos enrolando dizendo que só iria deixar o cabelo crescer "até março".
chegou março e ele decidiu que curtiu a franjona na cara e os comentários e elogios da galera, que, em sua maioria acha a loirice linda balançando ao vento.

e lá vamos nós...

filho cabeludo? sim, trabalhamos.
comprar condicionador, pente largo, secar a cabeleira pra ir pra escola nesses dias frios? quem nunca?
(eu, mas tá valendo, que ser mãe é se transformar)
explicar sobre piolhos, caspa, oleosidade e embaraço? tá no repertório mais recente.

um outro mundo.
aliás, isaac me apresentando a mais um deles.
desses mundos todos que ainda vou viver, dentro desse universo que é maternar.

domingo, 22 de maio de 2016

Vídeo game, network e realidade

Sim, cara colega,
Abraça aqui se seu filho já entrou pro clubinho dos loucos por vídeo games.
(não que eu também não seja sócia, mas no filho da gente sempre dói mais, né?)
Mas peraí!
Que clubinho?!?!

Se você então agora faz parte de outro grupo, vem comigo, daquela época em que a gente tinha clubinhos com pessoas de verdade, se encontrava, pedia pra mãe pra fazer um telefonema, inventava código, peça de teatro e até jogava vídeo game... Abraça mais forte, deu saudade.

Desce Carolina e voltemos ao vídeo game versão 2.0.

Acontece que eu ando implicando com essa realidade atual.
Isaac adora jogar.
Limitamos aos finais de semana, os quais ele espera cheio de vontade.

(que ele nunca descubra que eu e o tio dele jogávamos de madrugada, durante a semana mesmo, escondidos da vovó)

E eu vivo instigando para que ele aproveite o pequeno vício de maneira positiva.

- Isaac, que amigo seu joga Lego Marvel?

- pega dicas com ele!

- o fulano já passou dessa fase?

- destravou tal personagem?

E, na grande maioria a resposta é um não sei, daqueles com tom "afffffff" que acho que eu mesmo ensinei à cria.

Outro dia mesmo questionei - durante uma pedreira de fase cheia de objetivos inatingíveis - se o amigo não tinha dicas para dar:

- filho, o amigo não joga esse? Liga pra ele! Convida pra vir aqui jogar! Vai ser divertido.

Mas aí tomei uma facada no peito:

- ah, mãe, coloca no Google.

Não desisto né?!?

- ah, Isaac, é muito mais legal a gente conversar com os outros. Ele pode ter dicas bem legais!

Virada de olho e paciência quase no game over.

- ah! Mãe! Coloca aí no site tal que tem tudo!

Lembrando dos meus clubinhos e da sala da minha mãe cheia de meninos trocando revistas e dicas dos jogos, cai na minha própria armadilha:

- então entra aí no live, pergunta pro amigo da escola, certeza que ele tá on line.

Ele?
Me olhou de canto de olho com um sorriso irônico.
Daqueles.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Religião: entre game overs e reencarnação

Eu ainda não sei dizer a vocês se somos sem vergonhas ou bem abertos quando o assunto é vida-morte-força-maior.
Acontece que acreditamos em Deus, o Papai do Céu.
De diversas maneiras.
Outro dia mesmo disse em voz alta que não me sentia evoluída para evoluir em religião alguma.
E pra dormir com um barulho desse, levando em consideração todas as perguntas que cabem a um ser humano de 7 anos, não é tarefa fácil.
Mas a gente vê que a fé não costuma faiá aqui em casa quando participa da seguinte conversa:

- Mãe, esse negócio de onde a gente vai depois que morre é engraçado.

(a mãe aqui pensa pensa pensa mas não perde a mania)

- Engraçado? Pois é, Isaac, as vezes também acho. Mas como assim?

- Então, eu estava pensando aqui que a gente deveria passar por um portal onde a nossa barra de vida ficaria infinita.

- Em que momento da vida?

- Assim, depois do game over. A barra de vida ia ser infinita, com muitos corações.

PAUSA

Se seu filho ainda não se entregou aos jogos LEGO, eu te explico: cada coraçãozinho da barra aguenta umas três porradas da vida eletrônica... mas isso é mais ou menos assim desde que o mundo é mundo, então né...

DESPAUSA

- E aí? a gente ia viver no game over?

- Não! depois de um tempo a gente nascia de novo. Pode ser no "formato" de outra pessoa.

- Posso ser um animal????

- Não sei.

- E a Galinha Pintadinha? Posso???? (ele odeia quando retomo a super infância embalada aos top hits da galinácea)

- Mãe! É sério!

ploft.

(recolham os pedaços da mãe ali, que quase desintegrou com tanta maturidade)

...

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